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domingo, 26 de junho de 2011

Família

Bem, eu nasci em São Paulo exatamente em Itaim Paulista, eu não conheço meu pai, minha mãe me teve com 17 anos, e quando eu tinha 1 ano me abandou com minha vó.
Aos 2 anos minha mãe teve meu outro irmão Wanderson, E aos 4 minha mãe ganhou a Kethelen (todos de pais diferentes), aos 4 anos também minha vó se mudou de São Paulo com meu vô (de criação) e meu tio (irmão da minha mãe) pra Betim - MG.
Desde então moro aqui.
Quando eu tinha 6 anos minha mãe teve a Amanda, que nunca conheci, ela mora com meu vô (de sangue) em Tobias Barreto - SE, próximo da onde minha mãe mora atualmente que é Aracaju - SE.
Não me lembro muito bem quantos anos eu tinha, creio eu que 5 pois Amanda ainda não era nascida, minha mãe buscou meus irmãos (Wanderson e Kethelen) e voltou para São Paulo com eles, eu fiquei com minha vó, com quem morei até os dias de hoje.
Então lá em São Paulo minha mãe deixou eles com a madrinha dos dois em troca ela daria uma passagem de volta a Aracaju, foi ai que minha mãe voltou a Aracaju engravidou de Amanda, ganhou ela por lá e deixou ela com meu avô (de sangue).

Fui criada com minha vó por toda a minha vida, é ela que olha o meu filho, que me ajuda sempre.
Minha vó é uma mulher muito guerreira, ela sofreu muito na vida, não por que ela quiz, mas sim por que a situação em que ela vivia era difícil.
Foi uma mulher de poucos homens, que sempre trabalhou muito e lutou pra ter tudo que tem hoje.
Hoje minha vó tem carro próprio, casa própria, paga suas contas e até contas dos outros, tem seu próprio dinheiro e não depende de ninguém.
Eu amo muito minha vó, porém o gênio dela não é muito fácil, ela não é de rir, de falar mansinho e de fazer carinho, ela é durona, fala gritando, é meio estressada.
Minha mãe não, minha mãe é um doce, agente tem contato até hoje, tem 3 anos que eu não a vejo. Sinto saudades... Ela é muito carinhosa, falo sobre todos os assuntos abertamente com ela, queria que ela não tivesse cometido todos os erros que cometeu, mas infelizmente ela cometeu, como qualquer pessoa pode cometer, eu a desculpei, mesmo querendo saber muito quem é meu pai, eu não me preocupo com isso mais, quando eu era criança eu ficava triste, isolada e chorava, por que meu pai era muito importante para mim, mas hoje, não faz muita diferença.

Hoje chamo minha vó de mãe no dia-a-dia, eu me acostumei a chamar ela de mãe, meu vô de pai e meu tio de irmão.

O Kaike é muito feliz lá em casa, todo mundo ama ele muito e ele é a alegria de todos, fico imaginando se eu tivesse feito uma besteira, em abortar ele, como seria minha vida hoje, por todas as dificuldades que eu passei por ter filho, por mais difícil que tudo se tornou, eu seria infeliz. Tenho certeza disso.
Graças a Deus abortar nunca foi uma coisa que se passou pela minha cabeça, ter filho é muito bom, gostaria de ter mais, adoro bebês, filhotes de todo tipo de animal.

Gosto de cuidar de seres indefesos, como já diz meu blog, como é lindo a inocência de uma criança.

Bem, meus punhos estão doendo.
Escrevi praticamente minha vida toda aqui, estou cansada.


Até mais.

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